Nove partidos e uma coligação sem assento parlamentar, mas que têm o objectivo de entrar no Parlamento, debateram esta terça-feira. O recém-formado Nova Direita era o único estreante no debate.
As críticas à falta de resposta do Serviço Nacional de Saúde , da habitação e da justiça foram pontos de acordo dos partidos sem assento parlamentar que, da esquerda à direita, esta terça-feira se sentaram para debater os seus programas eleitorais para as legislativas de 10 de Março.
Joaquim Rocha Afonso, do Nós Cidadãos!, defende que funcionários como os “médicos, os militares e as forças de segurança” — ou seja, os que “põem a sua vida em risco” — têm de ser melhor remunerados. Não se diz contra o 25 de Abril, mas considera que hoje “não temos um mundo melhor” do que nessa altura.
Filipe Sousa, do Juntos Pelo Povo , é cabeça de lista pela Madeira e o objectivo principal do partido nascido naquele arquipélago “é eleger pela Madeira”. Nas últimas legislativas, o JPP somou 10.935 votos . A seu ver, nesse arquipélago sempre houve “promiscuidade entre o poder económico e político” — o “problema é prová-lo”, disse., começou a sua primeira intervenção a criticar as ajudas dadas pelo Estado a outros países.
A coligação Alternativa 21 — que junta o MPT e a Aliança — é liderada por Nuno Afonso, ex-dirigente do Chega. No debate, Nuno Afonso diz ser “tendencialmente” a favor de “menos Estado”, mas ressalva que este deve “dominar a segurança, a saúde e a educação”. Considerou que a “habitação é um problema emergente”.